Ford New Fiesta X Fiat Punto

 Esta semana  fui fazer um “test drive” no New Fiesta Titanium equipado com o câmbio Powershift, um automatizado de dupla embreagem. Eu, de fato, estava mais interessado em conhecer o câmbio do que o carro propriamente dito. Tive uma grata surpresa, gostei e gostei muito de ambos, o carro e seu câmbio. Eis aí um modelo que eu consideraria comprar se carros deste porte me servissem bem.

Ao entrar no carro se tem uma ótima impressão, o interior é bonito e bem acabado com materiais adequados a carros de sua faixa de preço, até um pouco melhores, mas …..

Veja a continuação desta história em meu novo site

www.torellycruzcarros.com

Te espero lá e não deixe de deixar um comentério.

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Casa nova

 

                   Caros amigos, leitores deste blog que vêm prestigiando e acompanhando minhas histórias. A comunicação de hoje é importantíssima: A partir de agora “Automóvel, história e histórias” está de casa nova. Continuaremos aqui, ainda e por um bom tempo, mas as novidades, as novas postagens e tudo o mais estarão acontecendo lá. O novo endereço é

www.torellycruzcarros.com

                  Claro, nem tudo ainda está como eu quero, mas devido ao grande número de postagens já realizadas a navegação estava começando a ficar difícil. Na nova casa tudo está melhor organizado e você vai encontrar os mesmos artigos colocados de uma forma fácil de localizar.
                  Espero por você lá, não esqueça do endereço:

www.torellycruzcarros.com

 

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Importante para quem dirige

 

 

                                     Mais uma vez atropelo a ordem das coisas e passo na frente da continuação do post 1950-1957. É que recebi este texto e seu respectivo link de um amigo e achei muito interessante e importante. O texto abaixo não é de minha autoria, estou repassando assim como recebi.

 

CEGUEIRA DE MOVIMENTO

                                      Nas batidas em que um carro que segue rapidamente atinge um mais lento saindo de uma via transversal, os motoristas dos carros rápidos geralmente afirmam não terem visto o veículo vindo da direita ou da esquerda.
                                    Eles não estão mentindo, apenas não viram realmente o outro veículo, mesmo à plena luz do dia.
                                     O fenômeno que diz respeito aos motoristas do carro rápido é chamado de “Cegueira de Movimento”.
                                     É incrível mas é verdade e preocupante…!!!
                                    Os pilotos militares recebem instrução sobre cegueira de movimento durante seu treinamento porque ela ocorre em velocidades mais altas e, até certo ponto, isto é aplicável a motoristas também, especialmente aqueles de carros mais velozes. Desse modo, se você dirige, leia o que segue com atenção.
                                   Os pilotos são instruídos a alternar o olhar entre varrer o horizonte e o painel de instrumentos quando em voo, e nunca fixá-lo mais que alguns segundos num único objeto. Eles são ensinados a manter a cabeça como se ela estivesse montada numa rótula e a movimentar os olhos continuamente.
                                   Isso porque quando se está em movimento, fixar o olhar num objeto por algum tempo faz a visão periférica sumir. Essa é a razão desse fenômeno ser chamado de cegueira de movimento. Para os pilotos de caça essa é a única maneira de sobreviver no ar.
                                   Clique no atalho abaixo e faça o teste:

http://www.msf-usa.org/motion.html

                                    Vê-se um conjunto de cruzes azuis sobre um fundo preto. Há um ponto verde piscante no centro e três pontos amarelos fixos à volta dele.
                                   Se fixarmos o olhar no ponto verde mais que alguns segundos, os pontos amarelos desaparecerão aleatoriamente, isolados ou em pares, ou os três de uma vez. Na verdade, os pontos amarelos estarão sempre lá.
                                    Observe os pontos amarelos por algum tempo, antes de fixar o olhar no ponto verde, para você ter certeza de que eles não vão sair daquele lugar.
                                    Pode-se alterar a cor de fundo ou a rotação do conjunto clicando nos botões próprios no quadro. As observações do autor sob o conjunto giratório são educativas.
                                    Assim, se estivermos dirigindo em alta velocidade numa rodovia e se fixarmos o olhar na estrada à frente, não veremos um carro, um scooter, um bugue, uma bicicleta, uma vaca ou mesmo um ser humano vindo de um lado.

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Ford Fusion 2013

 

Faço uma pausa na apresentação de 1950 a 1957 para apresentar este post sobre o Fusion. Veja e entenderá por que.

                                   Outro dia fui a um revendedor Ford para conhecer o novo Fusion. Fiquei muito bem impressionado com o carro. Por enquanto só está vindo o modelo 2.0 turbo Ecoboost, o topo de linha que substitui o seis cilindros e custará aos brasileiros pouco mais de cento e vinte mil reais. O 2.4 normal só vem mais tarde, ainda sem data marcada para chegar.
                                A começar pela aparência o carro entusiasma. Não tive oportunidade de fazer um test drive, só havia um carro na concessionária e já estava vendido, mas qualquer dia volto lá para isso e depois conto o que achei.
                                   A razão do post de hoje, no entanto, não é falar sobre o carro em sí, mas sobre uma propaganda que a Ford largou no You Tube e que achei simplesmente sensacional e, como nem todos devem ter tido a oportunidade de vê-la estou compartilhando com vocês através do link.
                                   Os mais antigos devem lembrar bem dos gloriosos anos do Nelson Piquet na Fórmula 1 e devem lembrar também que ele tinha uma particular rivalidade com seu contemporâneo Niguel Mansell, o chamado leão. Pois a Ford reuniu os dois e fez um pequeno filme em que eles disputam uma corrida em dez voltas pilotando cada um um Fusion Ecoboost. O filme foi disponibilizado em quatro episódios: O Encontro, A Apresentação, O Treino e A Corrida. É simplesmente sensacional, vale a pena ser visto. Clique no link abaixo e divirta-se. Assista aos quatro episódios na ordem, são bastante curtos.

www.youtube.com/watch?v=F3Nk2GdgGWw&list=PL.IP

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1950 a 1957 – Parte I

 

 

                                Foram os anos que antecederam ao início da indústria automobilística nacional. O primeiro carro “Made in Brazil” saiu das linhas de montagem em 1956, mas era ainda muito pequena a produção.
                                  Até 1957, então, circulavam pelas ruas e estradas desse nosso imenso país exclusivamente carros importados. Eram para poucos, é certo, mas faziam a cabeça e os sonhos dos que, de alguma maneira, podiam sonhar em tê-los.
                                Dedico este post aos da minha geração que poderão relembrar os velhos anos dourados e aos jovens de hoje para que vejam como eram as coisas nos tempos de seus avós. As fotos procurei na internet de carros daquela época em seus estado atual depois de devidamente restaurados, a maioria deles nos EEUU onde existem em maior quantidade. Vamos a elas.

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                                     Eis na foto acima obtida no “www.blog do Cariocadorio” um Ford Custom 1951. Era um dos carros mais populares da época pois foi importado em grande quantidade. O motor era um V8 “flat head” (com válvulas laterais e cabeçote plano) típico da Ford na época e desenvolvia 100 hp, muito potente . Tinha ótima aceleração. Nem pensar em direção hidráulica e freios assistidos, coisas que nem existiam em 1951. O câmbio era de três marchas com “over-drive” opcional e a alavanca ficava na coluna de direção. O fato de ter os paralamas totalmente integrados à carroceria era considerado moderníssimo, uma tendência que a Ford havia lançado no modelo 1949, quase igual, mas que as outras marcas ainda demoraram um pouco para acompanhar.

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                                   A versão topo de linha do Ford ’51 era a Victoria vista na foto acima  retirada de “Conceptcarz.com”. Esta era bem mais rara e cara, mas de inegável beleza e esportividade.

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                                     Acima o Chevrolet Belair 1951 (www.velocityjournal.com) concorrente direto do Ford Victoria. Aqui no Brasil, no entanto, foi muito mais popular. Havia muitos destes carros circulando apesar de seu preço ser bem maior do que o do sedan. Era muito bonito. Tinha um motor de seis cilindros em linha com válvulas no cabeçote, 92 hp, cujo forte não era o desempenho. O câmbio podia ser manual de três marchas ou automático Powerglide. O Powerglide era um tipo de câmbio automático que a GM desenvolveu para serviço pesado durante a guerra baseado em conversores fluidos de torção de extrema suavidade de funcionamento e que resolveu adptar para uso automotivo em 1948 lançando na linha Buick com o nome de Dynaflow e na linha Chevrolet (em 1950) com o nome de Powerglide. Este sistema diferia muito do Hydramatic que originou as transmissões automáticas convencionais e hoje só é usado para serviço pesado

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                                   Outro carro muito comum era o Dodge Kingsway e seus irmãos gêmeos o Plymouth e o De Soto. Na foto acima (blog.estadao.com.br) vemos a versão perua de 1951. Foi uma das primeiras peruas construídas totalmente em aço lançadas pela indústria americana e fez muito sucesso em nosso mercado. Anteriormente as peruas eram quase sempre construídas em madeira, as “woodies”. Esta Dodge tinha um motor seis cilindros em linha e um câmbio manual de três marchas com alavanca na coluna de direção.

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                                      Entre os modelos de luxo que circulavam por aqui estava o Packard 1951 como este da foto acima (www.comceptcarz.com). Era muito grande esse carro e não primava pela beleza de linhas, tão pouco pela exuberância de seu motor oito cilindros em linha com válvulas no cabeçote que desenvolvia 155 hp, muito para e época pouco para o peso do carro. O câmbio em geral era manual de três marchas, mas podia ser automático opcionalmente.

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                                       Este era o Lincoln 1951, o carro de luxo da Ford. Parecia tão pesado que jamais sairia do lugar, mas com seu “vêoitão” de 155 hp até que desempehava bem para a época. Sem exageros. Era carro para quem curtia mais o luxo e o conforto.

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                                    Este Buick Roadmaster 1951 fazia sucesso (cury.net.com). Era de uma suavidade ao rodar impressionante. Sua suspensão calibrada para o conforto aliada a seu câmbio automático Dynaflow faziam dele um campeão de conforto. O motor era um oito em linha com válvulas no cabeçote de 152 hp.

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                                    Este é um modelo de 1950 do Buick Riviera (desertgardenscars.com.br). Esta grade avançando sobre o parachoques era impressionante, mas não agradou muito tanto quem o modelo ’51 como vimos acima já a havia abolido.

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                                  Oldsmobile Super 88 de 1952 (www.forum.auto.com). Deste auto coloco duas fotos porque ele tem especial significado para mim. Foi num destes, bem igual, que eu aprendi a dirigir e nele dirigi por muitos anos. Há vários posts aqui em meu blog com “Histórias do velho Oldsmobile”, pois o velho Oldsmobile era exatamente assim, só mudava a cor. Esse carro era um portento para sua época. Tinha um motor V8 com válvulas no cabeçote o chamado motor Rockett, precursor dos famosos V8 que equiparam os carros americanos nas décadas seguintes. Com seu carburador de quatro corpos desenvolvia 160 hp que aliados ao câmbio automático de quatro marchas, único na época, dava-lhe um poder de aceleração fantástico. Era imbatível e eu me diverti muito com ele naqueles anos. Exageradamente cheio de cromados não era um carro bonito.

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                                     Acima um Mercury 1951, também bastante popular por aqui naqueles tempos. O motor era quase igual ao do Ford, um pouco mais potente o que fazia dele um bom adversário. O modelo top de linha da Mercury era o Moterey que vinha apenas na versão duas portas com uma capota revestida de vinil e um acabamento mais luxuoso.

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                                    Lindo exemplar do Monterey 1951 (photos.aaca.org).
                                   Jà que estamos falando de Mercury Monterey vou mostrar este exemplar de 1954, o Sun Valley cuja mais destacada característica era a capota parcialmente transparente. Um dos mais belos carros do ano. Veja nas  fotos  abaixo extraídas da internet.

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                                   Outro carro belíssimo e completamente fora dos padrões estéticos da época foi o Studebaker Commander 1954 (foto www.motorstown.com).

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                                         Os pequenos fabricantes americanos como Nash, Hudson, Packard, Studebaker sairam do mercado na década de 1950, mas até lá estavam ativos e apresentavam seus modelos todos os anos. A Nash em 1953 inovou e encomendou o desenho de seus carros ao mago do design Pinin Farina, mas não foi um bom casamento e o resultado foi terrível. Veja na foto abaixo retirada de www.flick.com  o Nash 1953 muito comum por aqui.

Nash 1953

                                     O Hudson era um carrão e no seu modelo Hornet tinha um senhor motor oito em linha que o tornava um foguetão. Foi um dos primeiros carros americanos a abandonar o sistema de chassis e carroceria sobreposta e adotar o sistema de monobloco hoje generalizado. Isto, porém, engessou a marca a um modelo difícil de alterar e a Hudson terminou seus dias desfigurada após uma fusão com a Nash em 1955 para formar a American Motors que durou mais alguns anos apenas. Na foto abaixo um modelo 1952 que, na essência, não diferia muito do de 1949 e do 1954.

1952_Hudson                          O rei absoluto era o Cadillac. Nenhum carro superava o Cadillac em termos de luxo, requinte, tecnologia e qualidade. O Rolls Royce era superior, sempre foi, mas sempre foi também carro de baixa produção e era muito raro aqui no Brasil, praticamente invisível no trânsito. Mercedes ainda se recuperava da guerra e recomeçava a conquistar sua fatia de mercado lentamente. Carro de luxo era Cadillac e pronto. Abaixo alguns exemplares da marca:

1951cadcvtgreeen-008

 Cadillac 1951 coupe de ville

 cadillac 1951 sedã

 cadillac 1951

                                   Na ordem cito a origem das fotos: www.dragers.com, www.memorylaneclassiccars.com, www.calustblog.com e www.enginerebuilders.org.

(continua no próximo post)

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Verão sangrento

 

 

                                    É impressionante e desesperador o que se lê, ouve e vê na imprensa sobre os acidentes de trânsito em todo o Brasil. Nunca antes na história deste país se morreu tanto em acidentes rodoviários.
                                    O jornal Zero Hora de Porto Alegre de 19/01/2013 traz uma reportagem sobre as multas de trânsito aplicadas em 2012 cujo título é “Gaúchos pisam no acelerador” e cuja conclusão é a de sempre: o excesso de velocidade é o grande vilão da insegurança.
                                    Pois eu discordo taxativamente deste raciocínio e afirmo até que ele, o raciocínio, é o grande, se não maior, culpado pelo que vem acontecendo. Enquanto continuarem atribuindo ao excesso de velocidade a maior parcela de culpa pelos acidentes eles vão continuar aumentando em número e gravidade, pelo óbvio motivo de que combatendo o inimigo errado deixam o campo livre para o avanço do verdadeiro culpado.
                                  A mencionada reportagem traz uma relação das dez infrações mais cometidas pelos gaúchos em 2012 com suas respectivas quantidades. O total de infrações autuadas em 2012 foi de, pasmem, 2.244.732. Um bom número, sem dúvida, deve ter dado uma ótima arrecadação. O dado mais interessante, no entanto, foi a distribuição destas autuações por tipo de infração:
                               – 38% foi por excesso de velocidade.
                               -11% por estar com as características do veículo adulteradas o que, embora a reportagem não diga, deve incluir as tais películas nos vidros.
                                -7,6% por estacionar em local indevido o que é muito justo, mas não tem grande relação com acidentes.
                                 -5,5% por estar sem cinto de segurança. O cinto de segurança é um importantíssimo dispositivo de segurança passiva, mas daí a dizer que ele é capaz de evitar acidentes vai uma grande diferença. Ele pode, sem dúvida, diminuir os efeitos nocivos de um acidente sobre os passageiros, mas evitar o acidente…
                                   -5,06% por não apresentar condutor. Isto vale para o caso de carros de pessoas jurídicas ou de pessoas físicas que não possuem carta de habilitação. É um efeito direto das autuações sem abordagem, mas que também não tem a menor influência em qualquer estatística sobre acidentes.
                                   -4,6% por não ter efetuado registro de transferência de posse de veículo em trinta dias. Eis aí outra multa justa, mas que não tem qualquer influência em abordagens sobre acidentes.
                                   -4,14% por dirigir embriagado, com fone ou com calçado inadequado. Vejam só o absurdo: dirigir embriagado nas estatísticas está misturado com dirigir com fone e com calçado inadequado. Não dá para acreditar nisto e tem mais, quantas destas multas não terão sido por estar falando ao celular? Sim, porque é muito fácil multar alguém falando ao celular sem abordagem, já essa história do calçado e da embriaguez, só parando mesmo. Este número, além de baixo, tem que ser melhor explicado.
                                  -4,02% por avançar sinal vermelho.
                                  -3,83% por dirigir sem habilitação.
                                  -2,29% por ultrapassagem em local indevido.
                                À primeira vista estes números podem levar à óbvia conclusão de que o grande e incontestável vilão é o excesso de velocidade, afinal 38% das autuações são por esse motivo. Quer prova mais cabal? Os números não mentem.
                             Uma análise mais detalhada nos leva à conclusão inversa. Vejam bem, estas não são as únicas infrações, são apenas as dez mais comuns, elas em conjunto representam 85,61% do total, mas é sobre elas que temos os dados. O que eles nos dizem?
                             A primeira leitura que eu faço é de que existe muito pouca fiscalização. Excesso de velocidade é campeão porque existem os  Controladores Eletrônicos de Velocidade que são automáticos e multam sozinhos. Instala, deixa lá que aquela maquininha faz o serviço.
                            Para reforçar minha tese demos uma olhada nas outras infrações da lista. Veículo com características adulteradas: muito fácil de ver. Quem nunca foi abordado por um policial louco para multar? Imagina se o carro está com alguma característica adulterada, uma festa. Dirigir sem cinto é outra coisa, a gente passa e o fiscal parado, encostado em um poste vê se a gente está de cinto ou não. Não apresentar condutor e não efetuar registro em trinta dias nem se fala. Estacionar em local indevido é tipicamente uma infração urbana que não requer abordagem.
                                 Sobraram as quatro últimas, casualmente as mais importantes e as menos autuadas. Quem costuma dirigir em estrada sabe que não há nada mais perigoso do que uma ultrapassagem em local indevido e que isso ocorre com uma frequência estarrecedora, no entanto é a infração menos autuada das dez.
                                Uma segunda leitura que faço desses números é que os limites de velocidade estabelecidos estão abaixo do razoável. Há os malucos, são os mesmos que fazem as ultrapassagens indevidas e outras tantas sandices ao volante, mas a maioria dos motoristas é cautelosa e teme por sua própria segurança. Se tantos andam acima da velocidade permitida é porque se sentem seguros andando assim. Aliás a própria reportagem de ZH cita pronunciamento do prof. João Fortini Albano do Laboratório do Sistema de Transportes da UFRGS:
                            “Muitas das principais rodovias do estado têm condições geométricas para uma velocidade maior. Isso gera um paradoxo. Porque o  gestor teme ampliar o limite e aumentar acidentes, enquanto o usuário excede a velocidade por perceber que a estrada lhe dá condições para isso.” 
    
                        Não são palavras minhas, são do professor Albano, especialista no assunto.
                            Está na hora de encarar o assunto ‘Segurança no trânsito” com seriedade e muito rigor. Está na hora de usar métodos científicos de solução de problemas e atacar as causas certas. O excesso de velocidade, pelo menos em relação aos limites atuais, não é a causa e não estou vendo grandes ações no sentido de combater as outras. Os loucos e os barbeiros andam soltos por aí e ninguém os molesta. Com estradas cada vez mais congestionadas pelo excesso de veículos, falta de obras públicas e morosidade inexplicável nas poucas que existem, nosso futuro é negro.

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Nova Lei Seca

                                

                                 Foi vapt-vupt e a nova lei seca entrou em vigor, muito mais rigorosa que a anterior. Agora sim, tudo será resolvido. Com essa lei duvido que alguém ouse sair por aí dirigindo depois de ingerir qualquer bebida alcoólica, ninguém é louco.
                                 A realidade, porém, teima em seguir seu rumo e ignorar os desejos de nossos legisladores.

                                  Zero Hora de 24 de dezembro de 2012:
              
            “ As primeiras 48 horas da Operação Viagem de Natal – e nas quais já estão valendo as novas regras da Lei Seca-, 84 motoristas foram flagrados sob efeito de álcool no Estado.
                   
            Com dosagens acima de 0,33 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, 39 deles foram para a delegacia após a confirmação da embriaguez pelo bafômetro.
                   
            Apesar do recrudescimento da lei, os números mostram que, até o final do feriadão, a redução de acidentes pode não ocorrer. A lei que entrou em vigor às vésperas do Natal, prometia apertar o cerco contra a embriaguez ao volante. A expectativa era de que uma investida maior no bolso do condutor e a ampliação dos meios para comprovar a infração tirassem de circulação quem dirigisse sob o efeito do álcool, resultando na redução do número de acidentes em ruas e rodovias.
                   
           Porém, de sexta feira até sábado à meia noite, o número de acidentes já somava 589, com 10 mortes e 283 feridos. Além disso, já se contabiza 36.305 veículos fiscalizados, 4.197 infrações registradas, 482 veículos recolhidos e 115 documentos de habilitação retidos. Segundo o presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Alessandro Barcellos, os números impressionam.
                  
           -São números que impactam, ainda temos muito feriado pela frente. Felizmente, o tempo está bom, o que facilita o deslocamento. Mas é importante ficar atento, porque há previsão de mudança no clima- alerta Barcellos.”

                               Como vemos, parece que as mudanças na lei não vão, mais uma vez, resolver o problema principal da insegurança do nosso trânsito.
                                O problema do trânsito brasileiro não será resolvido com leis. Leis nós já temos, boas até e muitas, acho mesmo que em demasia, poderíamos reduzi-las, tanto em quantidade quanto em rigor. O que nos falta são condições objetivas de segurança:
                                 a)     Educação.
                                 b)    Fiscalização.
                                c)     Vias públicas que ofereçam boas e adequadas condições para o tráfego levando em conta a quantidade de veículos e pedestres em circulação.
                                A fiscalização é importantíssima. Não apenas na questão da lei seca, mas em relação a tudo. Não adianta aumentar a multa para R$ 1.915,40. Dói no bolso? Claro que dói, mas se o infrator acredita que a probabilidade de ser pego em flagrante é mínima, ele arrisca. Seria muito mais eficaz uma multa de cem reais com a quase certeza de ser flagrado do que esta super-multa da nova lei com a confiança quase absoluta da impunidade. Ainda mais que os indivíduos quando embriagados, em geral, são muito mais audaciosos e inconsequentes do que quando sãos.
                                 Vejam bem: o que nós estamos querendo e precisando?
                                Aumentar a segurança no trânsito. É isso que nós precisamos, apenas e tão somente isso.
                                 O que têm sido feito de objetivo nesse sentido?
                                 Novas leis e regulamentos.
                                 Qual tem sido o resultado?
                               Nulo ou , pior que isso, a insegurança aumenta paulatinamente.
                                O que se faz, então?
                                Enrijecem-se as leis e os regulamentos.
                               Qual o resultado?
                              Nulo. Como dizia Einstein, não há como esperar outros resultados se continuamos a fazer as mesmas coisas.
                               Agora eu pergunto: Não está na hora de mudar? Ainda não deu para perceber que a estratégia a ser adotada não é esta? O que estão esperando, que os leitos de nossas ruas fiquem cobertos de “borboletas brancas”? Até ia ficar bonito não fosse o significado do símbolo*.
                               Esta é a minha opinião. Menos regulamento e mais ação.

 

  • Em Porto Alegra a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga pinta uma borboleta branca no leito da rua nos locais onde tenha ocorrido uma morte no trânsito.
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