Henry Ford VIII

                      Parte VIII/VIII

                            Já no início de 1917 ele estava convencido de que a vitória alemã seria uma ameaça à democracia e a todos os valores em que ele acreditava e passou a fazer tudo o que achava que pudesse ser a sua parte para evitar tal coisa. Suas fábricas começaram a fazer, além de automóveis, caminhões para as tropas aliadas, munições, capacetes de aço, ambulâncias, motores de avião e tudo o mais que pudesse e fosse útil à guerra. Comprou terras às margens do Rio Rouge nos subúrbios de Detroit e lá construiu uma fábrica de seiscentos metros de comprimento por vários pavilhões de largura para fabricar caça-submarinos. Esta fábrica viria a ser o embrião da famosa fábrica de Rouge.
                                    Em 1923 as vendas de Ford superaram dois milhões de carros ao ano e mantiveram-se estáveis com pequeno declínio até 1925 embora sua participação relativa no mercado viesse caindo já que este estava em crescimento. Em 1926 as vendas de Ford caíram para um milhão e quinhentos e cinqüenta mil unidades e em 1927 ele decidiu fechar suas fábricas e prepara-las para o lançamento de um modelo totalmente novo, o Modelo A, lançado em dezembro de 1927. Este episódio está melhor narrado no capítulo relativo à General Motors que, a partir de então passou a ser a grande rival da Ford e a única que, pelos próximos setenta anos conseguiu supera-la em quantidade de carros vendidos. 

 Ford Modelo A

                               A concorrência acirrada entre a Ford e a Chevrolet será fotograficamente mostrada no post “A evolução do carro americano”.
                              Nesta época a influencia de Edsel, filho de Henry, já era bem grande na companhia. Edsel, na verdade, tinha assumido formalmente a presidência da Ford em 1919, mas Henry continuava comandando. Com o acirramento da concorrência, principalmente da General Motors, mas não apenas dela, a Chrysler com o Plymouth chegou a superar as vendas do Ford em alguns momentos, a política de produto da companhia mudou radicalmente e em 1932 foi lançado o primeiro motor V8 em um carro de baixo preço.  Em 1933, ainda sob inspiração de Edsel, foi criado o Departamento de Design destinado ao projeto dos futuros carros da empresa que, a partir de então começaram a apresentar carrocerias mais elegantes e modelos anuais.
                               A menina dos olhos de Edsel era a linha Lincoln que teve grande evolução estilística com a criação do Zephyr em 1936. Em 1938 a Ford resolveu entrar também no campo dos carros de preço médio e criou o Mercury.

                                                

Lincoln Zephyr 1936

                               Edsel dava enorme importância ao estilo dos automóveis e em 1940 encomendou uma versão especial do Lincoln para seu uso particular durante as férias. O departamento de design lhe apresentou uma versão esportiva e aprimorada do Lincoln Zephyr que fez enorme sucesso e acabou sendo lançada como modelo “top” de linha: o famoso Lincoln Continental, hoje um dos clássicos mais disputados por colecionadores.

 Lincoln Continental 1940

                              Em 1942, com a entrada dos Estados Unidos na 2ª guerra mundial cessou a fabricação de automóveis para fins civis e toda a produção das empresas se voltou para o esforço de guerra. A Ford foi um dos três fabricantes do Jeep para o exército americano.
                                   Edsel Ford morreu em 1943 aos cinqüenta anos e Henry teve que reassumir o comando da empresa. Com oitenta anos já não apresentava as melhores condições para isto, mas seu neto e único sucessor, Henry Ford II, estava na marinha. O próprio governo americano temeu pelo futuro da empresa, fundamental para o esforço de guerra, e liberou Henry II. Este assumiu a presidência apenas em 1945.
                                Henry Ford morreu em 1947 aos 84 anos e a Ford Motor Company continua até hoje como uma das maiores fabricantes de carros do mundo.  

Fontes:
 –        Um certo Mr. Ford, Upton Sinclair, Edição da Livraria do Globo, Porto Alegre, 1940
–        Minha Vida  na Genaral Motors, Alfred P. Sloan  Jr., Distribuidora Record, Rio de Janeiro, 1965
–        Iacocca Uma Autobiografia, Lee Iacocca e William Novak, Livraria Cultura Editora, São Paulo, 1985
–        A Máquina que Mudou o Mundo, James P. Womack, Daniel T. Jones e Daniel Roos, Editora Campus, Rio de janeiro, 1992
–        Carros Grandes, Grandes Carros, Geraldo Fedrizzi, Editora Maneco, Caxias do Sul, 2007
        Revista Quatro Rodas da  Editora Abril, São Paulo,diversos números.
–        Fotos: Catálogos comerciais das marcas, Wikipedia e Google
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